
Caracterização do microbioma intestinal de Sylvicapra grimmia visando a deteção de microrganismos patogênicos em amostras fecais
O microbioma intestinal desempenha um papel fundamental na fisiologia, nutrição e saúde dos hospedeiros vertebrados, influenciando processos metabólicos, imunológicos e a resistência à colonização por microrganismos patogênicos. Em mamíferos silvestres, a composição da microbiota intestinal reflete interações complexas entre dieta, ambiente, comportamento ecológico e estado sanitário, sendo cada vez mais reconhecida como um indicador relevante da saúde dos ecossistemas e da interface entre animais, humanos e ambiente.
Sylvicapra grimmia (bambi), é um antílope amplamente distribuído em ecossistemas africanos e frequentemente envolvido em interações diretas ou indiretas com populações humanas, seja por meio da caça, consumo de carne silvestre ou compartilhamento de habitats. Esses contatos podem favorecer a circulação de microrganismos entre animais silvestres, animais domésticos e humanos, configurando potenciais riscos zoonóticos. No entanto, o conhecimento sobre a composição do microbioma intestinal dessa espécie permanece limitado, particularmente no que se refere à presença de microrganismos com potencial patogênico.
Nesse contexto, a caracterização do microbioma intestinal de S. grimmia por meio da análise de amostras fecais constitui uma abordagem não invasiva e cientificamente robusta para compreender a estrutura da comunidade microbiana associada a esse hospedeiro. O uso de técnicas de sequenciamento do gene 16S rRNA permitirá descrever a diversidade taxonômica bacteriana e identificar grupos microbianos potencialmente associados a condições patogênicas, ainda que de forma indireta.
Assim, o presente projeto tem como objetivo caracterizar o microbioma intestinal de Sylvicapra grimmia e identificar a ocorrência de microrganismos potencialmente patogênicos em amostras fecais, visando contribuir para a avaliação de possíveis riscos à saúde pública. Os resultados esperados poderão fornecer informações relevantes sobre a microbiota intestinal dessa espécie, apoiar estratégias de vigilância sanitária em contextos de interação humano-fauna silvestre e subsidiar estudos futuros com abordagens funcionais mais aprofundadas.




